A História do Gato Doméstico

A história que narra a existência de gatos domésticos é tão antiga como a própria humanidade, de acordo com historiadores e biólogos. Esses animais têm acompanhado os seres humanos de perto, a tanto tempo,  que até podemos dizer que sua história, em determinados pontos, chega a se torna uma com a do próprio homem.

Os Gatos Domésticos

Os gatos domesticados que estão entre nós atualmente passaram por uma evolução a partir dos gatos-selvagens africanos, deixando-os com inúmeras características semelhantes com os grandes e selvagens felinos, e podemos citar o hábito de caminhar de maneira silenciosa fazendo uso de suas almofadas plantares, misturadas às técnicas avançadas de caça e ainda a presença das unhas com função retrátil.

Entretanto, os cruzamentos feitos entre as diversas espécies fizeram com que esses gatos se tornassem menos agressivos com os humanos e com porte menor, cumprindo assim com o objetivo de se domesticar um animal pequeno, que fosse capaz de viver junto do homem e de auxilia-lo através da caça de roedores.

A História

O mais antigo ancestral dos gatos domésticos é o conhecido Miacis, um mamífero que habitou a Terra há aproximadamente 40 milhões de anos, ainda no fim do período paleoceno, e tinha o costume de caminhar entre os galhos das árvores. O processo evolutivo desse animal originou o Dinictis, animal que já tinha grande parte das especificidades presentes nos atuais felinos.

Os gatos domésticos fazem parte da sub-família Felinae, que surgiram há mais ou menos 12 milhões de anos, saindo da África até chegar as terras onde se encontra o Egito. Inclusive, segundo estudiosos, foram os povos egípcios que primeiro adotaram os gatos como animais de estimação e também de trabalho. Os gatos domésticos são bem mais sensíveis do que aqueles bravos, já que foram acostumados a viver diretamente no ambiente dos homens e com os homens.

Esses animais apresentam uma maior sensibilidade a doenças cardíacas, no estômago, nos pulmões e também nos rins, por isso, carecem de uma alimentação certa, que seja indicada por meio do veterinário, caso contrário podem vir a óbito dentro poucos anos.

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Assim que os homens pararam de viver como povos nômades, a vida deles passou a depender quase que exclusivamente da agricultura. Foi a partir desse ponto que os gatos domésticos passaram a integrar o cotidiano do ser humano. Por ter em si um forte apelo de caçador, esse animal exerceu uma importante função na época: exterminar os camundongos e ratos  que tomavam os silos e demais lugares onde eram acondicionados os alimentos.

Registros que foram encontrados na região do Egito, como pinturas, gravuras  e estátuas de gatos, demonstram que a relação dos felinos com o ser humano começou há mais ou menos 9.500 anos. Itens encontrados durante as escavações mostram que, naquele período, esses animais eram venerados e tidos como gatos sagrados.

Bastet (Fastet ou Bast), a deusa da felicidade e da fertilidade, tida como cuidadora e benfeitora dos homens, era representada por meio de uma mulher com uma cabeça de gato e sempre se via acompanhada de diversos outros animais destes a sua volta.

A paixão dos povos egípcios pelos gatos era tão forte, que tinha leis proibindo que esses animais fossem mandados para fora de suas terras. Qualquer pessoa que fosse pega em flagrante traficando um gato acabava recebendo pena de morte. Quem fosse responsável pela morte de um gato recebia a mesma punição, e, nos casos de morte natural de um gato, seus donos eram obrigados a se vestir de luto.

As Crendices

Entretanto, não demorou que determinados animais fossem transportados de forma clandestina para outras terras, e isso fez com que os gatos acabassem ampliando sua região de abrangência. Assim que chegaram à Pérsia Antiga, foram venerados na mesma forma que no Egito.

Naquele lugar se tinha a crença de que, quando se maltratasse um gato preto, tinha-se o risco de maltratar um espírito do mal, especialmente gerado para servir como companhia ao homem durante sua estada na Terra. Dessa maneira, quando se fazia mal a um gato, o homem estava maltratando a si mesmo.

Em razão de esses animais serem excelentes caçadores e ajudarem no controle de pragas, por diversos séculos, os mesmos tiveram uma privilegiada posição na Europa cristã. Entretanto, no começo da Idade Média, a situação foi alterada: os gatos passaram a ser acusados de estarem ligados aos maus espíritos e, em razão disso, muitas vezes esses animais foram condenados a fogueiras em conjunto com aquelas pessoas acusadas de prática de bruxaria.

Até os dias atuais ainda há a ideia de que toda pessoa ligada à bruxaria tem um gato preto como animal de estimação, e esse animal esteja ligado aos mais variados tipos de sortilégios. É bastante habitual escutar histórias de azar e sorte relacionadas aos animais com essa cor.

Com o termino do período da inquisição, o gato passou a ser aceito novamente nos navios e nas moradias, assumindo sua função de caçador de ratos. Com o decorrer dos anos os gatos foram considerados como animais mais refinados, conquistando uma posição boa do ponto de vista da sociedade. Eram usados como um tipo de acessório em festas, pelas damas.

As Exposições de Gatos

Nesse tempo, o gato passou a ser modificado para ficar em exposições, a partir daí se seu a criação de raças puras, que tinham uma linhagem, um pedigree. Uma das raças primeiras a serem criadas com esse fim foi a persa, que teve reconhecimento depois de sua introdução na Europa, que fora feita pelas mãos do viajante  Pietro Della Valle.

A primeira exposição grandiosa de gatos que se tem notícia aconteceu em 1871, em Londres. Depois disso, o interesse em deixar os animais expostos dependia de certos padrões, e os mesmos passaram a se propagar por toda a Europa.

Hoje, os gatos são simples e queridos animais de estimação, e não importa se vão caçar ratos, se têm pedigree, se são pretos ou brancos. O que vale realmente é que seu ronronar encanta de cara aos seus donos e os mesmos, depois de um tempo acabam tomando conta da casa, tornando-a seu território de brincadeiras e travessuras.

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Categoria(s) do artigo:
Felinos

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