As Menores Rãs do Mundo

Há inúmeros animais minúsculos no mundo, mas nada que possa comparar com as rãs.

Podemos encontrá-las em diversos tamanhos e tipos, mas uma espécie que foi descoberta recentemente passou a ser especial, criando uma polêmica maior quanto a esses animais.

A Descoberta das Pequenas Rãs

Na região de Papua-Nova Guiné foi descoberta uma nova espécie de rã que, pasmem, mede algo em torno de 7,7 milímetros, e pertence à família Paedophryne e, sem sombra de dúvida, passou a ser tida como o vertebrado menor do mundo, de acordo com cientistas que publicaram um estudo “PLoS One”.

A descoberta dessa minúscula espécie se deu através de Pesquisadores Norteamericanos da Universidade Estadual da Louisiana, durante três meses de expedição na ilha de Nova Guiné, considerada como uma das regiões tropicais de maior biodiversidade em todo o mundo. Os pesquisadores estavam sob a direção do professor Christopher Austin, que encontram duas espécies pertencentes à mesma família, sendo que a menor delas recebeu o nome de Paedophryne amauensis.

O local, segundo os especialistas, é um grande centro capacitador de biodiversidade, e a cada descoberta acrescenta uma camada nova à geral compreensão de como a biodiversidade se mantém e é gerada. Essa rã tomou o lugar de menor vertebrado do mundo, substituindo o Paedocypris Progenetica, um peixe encontrado na Indonésia, que quando adulto mede aproximadamente 08 milímetros.

Em contrapartida, dentro todos os quase 60 mil vertebrados já catalogados, o maior deles é o Balaenoptera musculus, a baleia-azul, medindo mais de 25 metros de comprimento aproximadamente.

Maiores Informações

Essas menores rãs de todo o mundo, cujo tamanho não ultrapassa os 08 mílimetros, o que lhe rende menos de 01 centímetro, foram localizadas em Papua Nova Guiné. E, como já dissemos pertencem à família Paedophryne, na qual todos os exemplares são pequenos, mas nada que se possa comparar a elas. O anúncio da grande descoberta foi publicado no mês de dezembro por meio da publicação científica ZooKeys.

Essas novas espécies receberam o nome de Paedophryne verrucosa e Paedophryne dekot. Além das mesmas serem as menores que foram encontradas até o momento, seu comprimento os coloca como os menores tetrápodes, ou, vertebrados com hábitos terrestres de todo o planeta.

Alimentação

Essas espécies estão localizadas em ilhas próximas e nas montanhas da parte sudoeste da Papua Nova Guiné. As rãs se alimentam essencialmente de musgo e pequenas folhas de plantas.

Características

O efeito miniatura acontece em vários gêneros de rãs em volta do planeta. Entretanto, conforme os especialistas no assunto, elas particularmente parecem bem representadas na localidade de descoberta, contando com sete gêneros que apresentam o fenômeno. E ainda que grande parte dos gêneros possua membros pequenos misturados a parentes de grande porte, o caso das rãs Paedophryne é singular, já que todas as espécies do gêneros são diminutas. Todas as quatro espécies descobertas possuem igual habitat.

A dimensão dos membros dessa espécie impossibilita que animais possam jogar substâncias, como ocorre com os parentes de tamanho maior. Porém, de acordo com o descobridor, lhes garante a possibilidade de encontrar comida em localidades onde maiores rãs não podem alcançar, como as folhas menores e o musgo.

Ainda em razão do tamanho, os indivíduos fêmeas dessa espécie não são capazes de procriar centenas de filhotes, da mesma forma que acontece com os indivíduos grandes. Cada uma das pequeninas rãs produz somente dois ovos por vez e ainda não se possui informações suficientes quanto a sua forma de reprodução.

Curiosidades das Rãs Pequenas

Algumas das rãs tropicais menores do mundo não possuem tímpano ou ouvido médio, entretanto são capazes de ouvir através da boca, isso de acordo com cientistas que fazem o estudo das espécies pequenas.

Grande parte das rãs possui o ouvido médio, e até uma parte do aparelho auditivo o que pode incluir o tímpano e ainda menores ossos que estão localizados na parte externa da cabeça. A região do tímpano recebe vibração quando acontecem as ondas sonoras, devolvendo estas vibrações para o ouvido interno e posteriormente ao cérebro.

Entretanto, essa não é a condição das pequeninas rãs Gardiner ou cientificamente chamadas de Sechellophryne gardineri, que habitam as florestas tropicais localizadas no Oceano Índico, no arquipélago das Seychelles, e que são maiores que as de Papua Nova Guiné, medindo cerca de 01 centímetro de comprimento.

Antes de estudá-las mais profundamente, os cientistas achavam que estas espécies eram surdas até que as colocaram sob o ruído de coaxares de outras espécies. Com o decorrer das experiências, os estudiosos puderam perceber que havia uma resposta dos machos, o que restou demonstrado que os animais podiam ouvir.

Através de radiografias pode-se notar que nem os músculos normais e nem os pulmões das rãs as auxiliavam na transmissão dos sons para seus ouvidos internos. Entretanto, chegaram a conclusão que a boca agia como uma espécie de amplificador das frequências vibratória dos sons que os indivíduos emitiam. Esta forma de emissão de sons era estimulada através de membranas pequenas localizadas entre o ouvido interno e a boca.

A combinação existente entre a condução óssea e a cavidade da boca permitiu que as rãs percebessem os sons de maneira eficiente sem precisar se utilizar do tímpano dos ouvidos médios. Restou demonstrado que a existência dos ouvidos médios não é suficiente para que se tenha uma condição para ocorrer a audição normal, ainda que esta seja a solução mais eficaz e eficiente para se viver na terra.

Ainda que não apresentasse o tímpano e o ouvido médio, as rãs Gardiner, Sechellophryne gardineri, ouviam normalmente. Cientistas franceses fizeram a descoberta que nesses anfíbios pequenos, o uso da boca como forma de amplificação das frequências dos sons emitidos, era o sistema usado para ouvir. O mesmo era estimulado através de pequenas membranas localizado entre o ouvido interno e a boca, como mencionamos.

A cavidade bucal da rã Gardiner trabalha como uma espécie de câmara de ressonância para receber todas as frequências de som, aumentando o ruído no interior da cabeça do animal, em se tratando do estudo francês, foram utilizados o coaxar de espécies diferentes de anfíbios para testar a audição desses animais. Há uma membrana localizada entre a boca e o ouvido interno totalmente adaptada para levar essas ondas de som diretamente ao ouvido interno, fazendo com que o anfíbio ouça ainda que não possua tímpano nem ouvido médio para isso.

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Categoria(s) do artigo:
Anfíbios

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