Vacinas Para Suínos e Sua Importância Na Saúde Animal

A indústria alimentícia de carne suína tem, além das atençãos indicadas no manejo de animais e alimentação, a responsabilidade por ministrar vacinas periódicas que serão preventivas contra agentes virais e bacterianos mais recorrentes no meio da suinicultura.

A indicação para as diferentes patologias de porcas, marrãs, leitões e varrascos tem como prioridade a proteção e atualização dos procedimentos indicados para cada patologia. As vacinas possuem extremas segurança e proteção, pois são transportadas vacinas vivas, aumentando assim a longevidade da mesma.

Para que se tenha o máximo de êxito nas aplicações deve-se respeitar as intruções oficiais do (MAPA), o qual designa como deve ser feito o armazenamento e sua conservação,  indicando a programação anual de vacinas para suínos. No caso de vacina contra Peste Suína Clássica de Aujeszky, deve-se somente fazer uso deste método após a autorização expressa do órgão oficial competente, no caso a defesa sanitária.

A Conservação Da Vacina

A indicação é para que se conserve as vacinas em geladeira hermeticamente fechada em média em temperaturas entre 4 a 8°C, sempre observando para que não se congele as vacinas, pois esta ação inutilizará as mesmas.

Na hora de armazenar as vacinas deve-se utilizar caixas de isopor com gelo, para que durante o transporte para o local da aplicação seja mantido a temperatura, a refrigeração é muito importante, pois manterá as propriedades e a validade dentro dos parâmetros ideais.

Aplicação Da Vacina

Na hora de armazenar as vacinas deve-se utilizar caixas de isopor com gelo, para que durante o transporte para o local da aplicação seja mantido a temperatura, a refrigeração é muito importante, pois manterá as propriedades e a validade dentro dos parâmetros ideais.
Inicia-se a aplicação desinfetando o local antes do procedimento, em seguida com uma agulha retira-se o líquido do frasco, há numerações variáveis de agulhas de acordo com as diferentes categorias de animais.

As Numerações Das Agulhas São As Seguintes:

  • 50/15
  • 45/15
  • 30/15
  • 25/15
  • 25/08
  • 25/07
  • 15/15
  • 15/10
  • 15/09

A aplicação deve ser feita das formas intravenosa, intramuscular e sub cutânea, de acordo com as orientações do veterinário responsável e do fabricante, evitando que a agulha fique acoplada diretamente na seringa, primeiramente é necessário imobilizar o animal evitando assim que a vacina seja aplicada em outra área do corpo do suíno.

Após a aplicação desinfetar a tampa do frasco, retirando restos do conteúdo e imediatamente retorná-lo ao refrigeramento em geladeira apropriada para armazenar tal conteúdo, todo processo deve ser feito lentamente à partir das orientações técnicas, a fim de evitar falhas na aplicação o qual poderá formar abcessos no local e infecções, se não houver a higienização adequada em todas as etapas do procedimento.

Programação Da Vacina

No mercado há diversas vacinas a disposição que atendem a área da suinocultura, como escolher a mais indicada deve ser feita, à partir da observação das necessidades individuais de cada produtor e criador de suínos, atentando as doenças que se deseja prevenir como pneumonia enzoótica, parvovirose, colibacilose, rinite atrófica e também avaliando as condições econômicas inerentes a cada suinocultura.

Abaixo Segue Um Quadro Onde é Citado a Doença e a Vacina Indicada Para Cada Situação.

DOSAGEM COMBINADA PARA AS SEGUINTES DOENÇAS:

  • PARVOVIROSE
  • COLIBACILOSE
  • RINITE ATRÓFICA
  • PNEUMONIA ENZOÓTICA

Deve ser feita aplicação da primeira dose em suínos que acabaram de chegar à granja ou em leitoas que estejam em quarentena. Repetir a dosagem após 20 a 30 dias.

http://www.youtube.com/watch?v=CMv5tBARfMA

Durante o Período Gestacional a Dosagem Deve Seguir a Ordem De:

Após 70 dias de gestação a primeira dose e após 90 dias aplica-se a segunda dose, finalizando a dosagem após 10 a 15 dias do parto.

Para aplicação em leitões deve-se seguir a seguinte instrução, aplicar a primeira dosagem na chegada à granja.

Em cachaços – Durante a quarentena e também na entrada à granja, segunda dose após 6 meses, e repetir o procedimento anualmente.

A SEGUIR ALGUNS PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO MEIO DA SUÍNOCULTURA INDICADOS PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

  • Sintoxan Polivalente T, frasco com 30 doses – Merial
  • Sintoxan Polivalente T, frasco com 90 ml, Central de compras do fazendeiro
  • Hemavac, frasco com 50 ml (50 doses), Hertape Calier
  • Polivacina, frasco com 100 ml, Via Campus
  • Ourovac Clostridium, frasco 150 ml da Ouro Fino Saúde Animal
  • Farrowsure B, frasco com 50 ml da Pfizer
  • Leptobac 6, frasco com 10 doses da Fort Dodge
  • Leptobov 6, frasco com 250 ml da Vallée
  • Poliven 7, frasco com 50 ml da Vencofarma
  • Leptospirovac B, frasco com 90 ml da Irfa
  • Excell 10, frasco com 50 ml da Vencofarma

Os Principais Fornecedores De Vacinas Destinadas Ao Criadores De Suínos São:

  • PRÓ-RURAL PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA
  • ALVORADA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
  • CENTRAL DE COMPRAS DO FAZENDEIRO
  • CENTRAL DE COMPRAS DO FAZENDEIRO

A categorização de animais segue a sequência de filhotes, fase de crescimento, terminação, reprodutores e gestantes. Com este controle de idade o criador necessita de um sistema de controle e organização de dados os quais facilitarão todo a programação da vacinação de seu rebanho. Também inclui-se as datas das aplicações, vencimentos das vacinas, data da nova compra e peso dos animais. Com o auxílio de um veterinário, o processo é mais agilizado pois verifica-se a eficácia e indicação ideal para cada caso em particular, salientando que com armazenamento bem feito, refrigeração controlada e higienização durante todo o procedimento. Os resultados serão satisfatórios e plenos

Os fabricantes de vacinas para suínos disponibilizam em seus sites e também na bula do produto, telefones de contato das centrais de atendimento ao cliente, onde são sanadas dúvidas inerente às vacinas como aplicação, dosagem, armazenamento, tempo de validade, procedimento indicado para cada doença e dosagens de reforço.

A vacinação de suínos feita de acordo com as indicações dos órgãos de saúde pública e vigilância sanitária são obrigatórias e no caso do não cumprimento dessas orientações, o criador pode responder, inclusive, judicialmente pelo não uso desses procedimentos. Portanto a pesquisa junto aos representantes de produtos agrícolas quanto às vacinas e melhor custo – benefício se faz necessário, pois auxília na melhor escolha e controle de doenças inerentes aos suínos.

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Categoria(s) do artigo:
Vacinas

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