Saíra-amarela – Características e Informações

Há inúmeras espécies de pássaros no mundo, e, dentre elas está a saíra-amarela, conhecida ainda como Tangara cayana, uma ave da família das Thraupidae e passeiforme. Além desse nome, de modo popular ainda é chamada por saí-amarelo, saí-de-asas-verdes, saíra-cabocla, guriatã-do-coqueiro, lá no Rio Grande do Norte, sanhaço-caboclo na região de Minas Gerais, no Ceará como sanhaçu-macaco, enquanto que em Pernambuco é Frevicente, e, em São Paulo, sanhaçu-íris.

Então, se você já ouviu falar sobre algum desses pássaros, saiba que fazem referência a um mesmo pássaro, a Saíra Amarela, cujo nome tem o significado de vinda de Caiena ou Ave Dançarina de Caiena

Principais Características

Assim como em outros animais, o macho tem uma plumagem com coloração diferenciada, apresentando um aspecto amarelo-dourado e ainda uma espetacular máscara negra, que passa da garganta e segue através do meio da barriga, e essa característica se diferencia nas outras subespécies, que são separadas em dois grupos distintos: flava e cayana. As aves que pertencem ao grupo cayana são mais encontradas na área norte da região da Amazônia e nelas, os machos não têm aquela máscara negra, porém, somente apresentam uma mancha mais escura envolta da área dos olhos.

Já o grupo das aves flava são encontrados em grande parte da região brasileira, indo da região Sudeste, até a Nordeste, inclusive o Centro-Oeste, e os indivíduos machos têm aquela máscara negra extensa. As fêmeas da espécie são mais pálidas e não têm a máscara de cor preta. Nos dois os sexos as asas dessas aves mostram uma coloração bem brilhante e verde.

Essas aves pesam aproximadamente 20 gramas e mede não mais que 15 centímetros.

A Forma de Alimentação

Essa ave se alimenta especialmente de insetos e frutos como vespas e cupins. Além disso, está habituada a frequentar árvores com maduros frutos e comedouros, tais como a magnólia ou magnólia spp e aroeira-vermelha ou chamada de Schinus Terebinthifolia, e ainda tanheiro ou tapiá, chamada cientificamente de Alchornea glandulosa.

Como se Reproduzem

O ninho dessas aves possui o formato de taça aberta, sendo confeccionados com raízes, folhas, e ainda com capins a sua volta toda, e também com raízes finas. Ele é posto em ramificações com folhas a aproximadamente 02 metros de distância do solo, em árvores isoladas e baixas. Costuma-se por entre 02 e 03 ovos. Os mesmos são azul-pálidos, esbranquiçados, ou ainda branco-pardos com pardas manchas numa das extremidades.

A fêmea, ainda com a ajuda do macho, é a principal responsável pela construção de seu ninho, e ainda é ela quem faz a incubação dos ovos e promove o aquecimento dos filhotes. Durante o tempo que fica com essa incumbência o macho está sempre nas proximidades do ninho e muitos deles ainda acabam alimentando a fêmea. O macho ainda fica com a responsabilidade de alimentar os filhotes.

Principais Hábitos

Habita matas ciliares e abertas, jardins, áreas cultivadas, e parques. Costumam viver em pequenos grupos ou ainda em pares.

As Inúmeras Subespécies

Há sete subespécies que são mais conhecidas e são separadas em dois grupos distintos: A principal diferença entre os dois grupos, sendo que no grupo das aves cayana a cor preta está limitada à máscara, enquanto no grupo flava o preto se estende através do alto da barriga até o peito.

Grupo Cayana: Aparece na área norte da Amazônia, especialmente nos países seguintes: Suriname, Brasil, Guiana, Guiana Francesa, Colômbia e Venezuela.

Cayana, Colômbia e Venezuela, se encontram através do Amapá, nas Guianas ao litoral do Brasil, apresentando populações isoladas mãos a nordeste e sudoeste do Peru, e adjacência da Bolívia e no Brasil, no Rio Negro e no Rio Madeira.

Ela pode ser encontrada também na Colômbia, nas duas encostas da Cordilheira dos Andes e também ao final do Norte de Santander. Semelhante a Cayana, porém apresentando cor mais empalidecida e tamanho maior.

Grupo das Aves Flava

Elas aparecem com maior freqüência em todo o Brasil, podendo ser avistadas nas regiões Sudeste, Nordeste, e ainda na Centro-Oeste. Também podem aparecer ao Norte da Argentina e no Paraguai:

  • Huberi – surgem no Pará, Marajó e no Nordeste no Brasil. Esta subespécie pode ser categorizada entre os grupos flava e cayana . Suas partes debaixo são parecidas à chloroptera, entretanto o preto tem menor intensidade. Seus flancos e as partes relacionadas à cauda são muito parecidas com a cayana. É bom observar que as fêmeas que pertencem a está subespécie também têm caudas e asas azuis.
  • Flava – aparece no Maranhão, Pará, Ceará, Bahia e Goiás. Têm tamanho parecido com a huberi, porém sua coloração é, geralmente, bem mais escura e suas partes inferiores das asas apresentam coloração amarelas mais clarinhas, um pouco esbranquiçadas.
  • Sincipitalis – Aparece mais no Goiás e no Ceará do Brasil. Podem ser distinguidos das aves anteriores por ter uma faixa da frente em cor frontal amarelo-amarronzada e, em suas costas têm uma coloração esverdeada.
  • Margaritae – no Brasil aparece mais no Mato Grosso. São bastante parecidas com a chloroptera, porém suas costas têm uma tonalidade meio esverdeada, tais como a sincipitalis.
  • Chloroptera – sua incidência está no Sudeste do Brasil, especialmente em São Paulo, Minas Gerais, e Paraná, indo até o Rio Grande do Sul, e pode ser encontrada também no Paraguai e na Argentina. Tem tamanho maior, apresentando a máscara negra que acaba se estendendo até a garganta, alto da barriga e peito. As costas e a coroa apresentam cor amarelada, enquanto que as coberteiras da parte inferior correspondente às asas são pretas.

Distribuição Geográfica

Todas estas espécies e subespécies aparecem com maior freqüência no Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana, e ainda na Guiana Francesa.

Com todas as características e informações dessas aves é possível que se possa encontrar algumas delas na natureza. Por isso, quando for passear, fique atento, pois uma delas por meio de fotografia, pode fazer parte de seu álbum ou até mesmo de sua rede social.

Estar em meio à natureza é sempre muito bom, e além de fazer bem para a saúde do corpo, ainda faz muito bem para a alma, aproveite e melhore sua qualidade de vida.

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Categoria(s) do artigo:
Aves

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