Rolinha Transmite Doença?

As rolinhas são aves que pertencem à família das Columbidae e à subfamília que apresenta o mesmo nome e que, por sinal, é a mesma subfamília da qual os pombos urbanos pertencem, apesar de elas pertencerem a um gênero diferente, a das Columbina. Alguns outros animais também acabam sendo generalizadamente chamados de rolinha, mas que, na verdade, também pertencem a outro gênero, como é o caso das Uropelia campestris, cujo nome popular é “rolinha vaqueira” ou até mesmo “rola vaqueira”. Logo, nosso país apresenta uma diversidade relativamente grande de espécies de rolinhas desses dois gêneros principais, o Columbina e o Uropelia campestris.

Dentre as espécies de rolinhas que existem no Brasil, podemos citar as seguintes: a Columbina passerina, mais conhecida como “rolinha cinzenta”, a Columbina minuta, que é a “tolinha de asa canela”, Columbina talpacoti, que é conhecida apenas por “rola”, a “fogo apagou”, cujo nome científico é Columbina squammata, a Columbina picui, chamada de “rolinha branca”, a Columbina cyanopis, também conhecida por “rolinha do planalto”, as Columbina buckeleyi e a Columbina cruziana, que não apresentam codinomes informais ou apelidos populares e, a que também já foi citada anteriormente com o nome de “rola vaqueira”, cujo nome científico é Uropelia campestris.

Desde sempre esse gênero de animais, sendo que nesse sentido se inclui a grande maioria de suas espécies, está extremamente adaptada ao meio urbano, sendo que, além disso, muitas delas apresentam como região nativa os próprios centros urbanos, diferentemente da grande maioria das aves. Sendo assim, elas são amplamente encontradas com muita facilidade em locais de contato direto com os seres humanos, por seres locais que apresentam como principal característica as alterações feitas pelo homem. É difícil quantificar quais espécies estão mais prevalentes em cada lugar diferente, uma vez que existem, inclusive, diversas subespécies dentro de cada espécie de rolinha que foram citadas.

Inseridas nos centros urbanos, elas acabam apresentando um comportamento muito semelhante com o dos pombos de rua, também chamados de “pombos de bando”, bastante comuns na atualidade. Sendo assim, elas acabam se alimentando mal, de restos de comida jogados em águas sujas, podendo, assim como ocorre com os pombos, contrair diversos tipos de doenças. No entanto, no que diz respeito a isso, as rolinhas aparentam ser menos resistentes a algumas doenças do que os pombos propriamente ditos, o que faz com que hajam mais encontros de rolinhas mortas do que pombos, sendo que, nesse caso, elas acabam morrendo muitas de uma vez, por isso aparentam morrer mais.

Infelizmente, acaba que na grande maioria das vezes em que há o aparecimento de muitos animais, de uma vez, mortos, quando se tratam de aves que são consideradas “mais comuns” ou “menos importantes”, essas ocorrências são ignoradas e acaba-se que ficamos sem esclarecimentos sobre a morte desses animais. Há algumas doenças que podem, inclusive, serem passadas de um animal para o outro, independentemente do fato de as espécies serem diferentes. Sendo assim, um pombo doente pode passar para a rolinha, que passa para outras rolinhas, gerando um ciclo de doença, sendo que no caso das rolinhas esse processo é mais grave, uma vez que, entre elas mesmas, o contágio das doenças costuma ser extremamente elevado.

Sendo animais que também estão sujeitos a adquirirem diversos tipos de doenças, assim como os pombos, por exemplo, apresentam, sim, grandes chances de serem potenciais transmissores de doenças, inclusive para nós, seres humanos, o que gera uma necessidade de abordar com cautela esses animais, mesmo que seja para ajuda-los, devendo sempre procurar um especialista em aves para uma melhor orientação.

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Categoria(s) do artigo:
Aves

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