Vaca No Cio

Estro

O período que recebe o nome de estro se refere àquele em que a fêmea (que no caso desse artigo é a vaca) se encontra no chamado cio (pronta para a reprodução). Porém, não confunda estro com estral que é o ciclo reprodutivo completo pelo qual a fêmea passa, ou seja, do começo do cio até o seu final que é constituído pelos períodos de proestro, estro, mataestro e diestro.

O estro em específico é o momento em que ocorre uma grande liberação de estrogênio de um folículo que está maduro nos ovários da vaca um pouco antes de começar a sua ovulação. Nessa fase o trato reprodutivo da vaca produz secreções que atuam como verdadeiros lubrificantes que contribuem para que o esperma consiga chegar até o útero. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse período e entender como funciona o estro nos bovinos?

Ciclo Reprodutivo das Vacas

Estro (Cio)

O período chamado de estro ou cio (na linguagem popular) costuma ter duração de 17 a 24 tendo como média 21 dias. É normal que uma vaca que acabou de dar a luz demore algumas semanas a volta a entrar nesse período. Entenda melhor como funciona o período de estro através dos acontecimentos que se dão nesse período.

Dia 0 – O Cio

Nesse dia ocorre a elevação dos níveis de estrogênio que é sintetizado por um folículo que está maduro nos ovários da vaca. Para tornar mais fácil a reprodução o corpo da fêmea produz secreções que se espalham ao longo do trato reprodutivo permitindo que o esperma chegue ao óvulo. A duração do que chamamos de cio é de 12 a 24 horas depois que a ovulação acontece.

A Ovulação das Vacas

A ovulação das vacas começa com o rompimento do folículo que ficou maduro e que então passa por deslocamento por meio da trompa de Falópio que é o local em que ele aguarda o esperma chegar. O processo de ovulação se dá como uma maneira do corpo responder ao aumento muito rápido de hormônio luteinizante (LH). Esse aumento é realizado pela glândula pituitária do animal que se encontra localizada em seu cérebro. A ovulação começa 12 horas depois que a vaca sai do chamado cio.

Dias 1 e 2 – Células do Folículo Alteradas

Nesses dias do ciclo acontece a alteração das células que fazem o revestimento do folículo. Basicamente ocorre o regeneramento das células para dar origem ao corpo lúteo (CL) no espaço em que o folículo maduro foi rompido e libera o óvulo.

Dias 2 a 5 – Corpo Lúteo

Nesse período de tempo acontece o crescimento do corpo lúteo, como são produzidos níveis muito elevados de progesterona os folículos acabam regredindo o que impede que se dê uma maturação. Nessa fase pode aparecer uma secreção com aspecto de sangue devido a uma hemorragia que acontece nos vasos capilares.

Dicas 5 a 16 – Desenvolvimento do Corpo Lúteo

Nesse período vai continuar a acontecer o desenvolvimento do corpo lúteo que chegará ao tamanho máximo entre o 15° e o 16° dias. Por ser a fase mais longa do ciclo estral recebe o nome de diestro que significa “entre estro”.

Os ovários ficam de certa maneira inativos uma vez que a progesterona que é secretada pelo corpo lúteo causa a inibição da liberação de LH pela glândula pituitária. Um momento do ciclo em que o folículo não consegue nem amadurecer e nem mesmo ovular. Como o colo do útero se encontra bastante estreito não se tem secreções para ajudar na reprodução.

Dias 16 a 18 – Crescimento dos Folículos

Nesse período ocorre o crescimento dos folículos novamente de maneira que se dá uma secreção de estrogênio que dá estímulos para que o útero consiga secretar prostaglandinas.

Dias 18 e 19 – Corpo Lúteo Não Funcional

Nesses dias o corpo lúteo perde a sua funcionalidade de maneira que é feita uma liberação bem pequena de progesterona. Com isso se tem uma situação em que os hormônios reprodutivos não possuem mais a capacidade de fazer inibição de maneira que diversos folículos passam a crescer em cima dos ovários e um deles acaba se destacando dominando. Este irá secretar cada vez mais estrogênio de maneira que chegará a maturidade.

Dias 19 a 20 – O Novo Cio

Com o aumento dos níveis de estrogênio e a queda dos níveis de progesterona a vaca acabará tendo um novo cio de maneira a zerar o ciclo.

Observação dos Sinais

Além de conhecer o ciclo de estro como um todo de uma vaca é possível identificar que ela está nessa fase por meio da observação de alguns sinais. Para conseguir fazer essa observação a dica é ter um lugar confortável para sentar de maneira a poder ficar de olho no comportamento do animal sem que ele possa te notar.

Para garantir que as vacas não te verão você pode se sentar mais afastado e com a ajuda de um binóculo acompanhar os passos delas. Faça registros daquilo que você ver e dos possíveis sinais de estro. Quando as vacas estão no cio (pode ser apenas uma) o rebanho como um todo se torna mais sensível. O animal que se encontra no cio fica bastante inquieto e mugindo bastante.

Caminhadas

Para identificar um comportamento suspeito de cio observe se a vaca fica percorrendo o curral ou pasto de um lado para o outro, fazer isso indica que a vaca está procurando um companheiro. Porém, vale dizer que mesmo uma vaca que não está no cio pode sair caminhar umas três ou quatro vezes. Se fizer isso mais de quatro vezes é um bom sinal de estro.

Farejando

Quando se encontram no cio as vacas podem começar a farejar e cutucar a região da vulva umas das outras.

Interação

Durante esse período é comum que as vacas tenham uma interação mais intensa com os seus companheiros machos do rebanho. Nessa interação podem ter lambidas e até mesmo brigas entre os animais. Quando um grupo de vacas do mesmo rebanho entra no cio ao mesmo tempo costumam se agrupar e lutar entre si podendo inclusive montar umas nas outras.

Se você é criador de bovinos e está em dúvida sobre quando e como as vacas entram no cio, aprenda aqui como entender esse momento do animal que é bem comum de acontecer e esperado pela capacidade de gerar mais vacas para abate. A forma mais simples de se entender quando uma vaca entra no cio é pelo próprio comportamento do animal. Elas ficam agitadas e nervosas e isso quer dizer nada dóceis para o criador se aproximar ou mesmo as outras vacas.

Em alguns casos tentam até mesmo montar em fêmeas que estão na mesma situação e simular uma espécie de cruzamento. O cio bovino, biologicamente conhecido como estro, é o período onde a vaca aceita a monta do boi com intuito de procriar e apenas para isso, sendo um ato único e que já é responsável pela ovulação do feto da femea. Esta etapa do animal acontece a cada 21 dias mensais, bem semelhante ao ciclo humano. O intervalo de tempo é pequeno e menor ainda é o tempo de duração o do cio, eles duram, no máximo, 30 horas.

Há alguns padrões a serem seguidos para que a fêmea partos perfeitos entre os períodos do cio. Para tanto é preciso que a vaca conceba ou fique gestantes três meses depois do parto. É muito importante saber identificar o período exato do cio da vaca, por que, se a identificação do cio for falha, o rebanho nasce com poucos animais capazes de gerar ou bezerros.

Em casos de inseminação artificial em vacas antes do cio, por exemplo, é possível que na época exata do cio o animal tenha poucos ou quase nenhum filhote. Daí a importância de saber identificar a época certa do cio do animal. A recomendação é uma boa planilha de anotações referentes às datas em que o animal entrou neste período de sua vida.

Como já citado lá no alto deste artigo, para saber se uma fêmea está no cio, basta prestar atenção ao comportamento do animal. Coloque um touro no mesmo estabelecimento que ela, caso a vaca aceite a monta, ela está no cio, caso contrário não. No entanto, há outros modos de saber se vaca está no cio ou não.

Muco ressecado na vulva do animal, ou até muco seco preso na cauda são fortes indicativos de que o animal está no cio. Preste atenção também se a vulva está inchada ou avermelhada, fora do comum. Outro indicativo é que na época do cio, normalmente, há queda na produção de leite.

Mas essas são técnicas para leigos. Se você deseja aumentar a reprodução do animal e saber de maneira exata quando será o cio das vacas de seu rebanho, conte sempre com o auxílio de um profissional de veterinária com experiência no caso.


Categoria(s) do artigo:
Comportamento

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