Papagaio Moleiro

O papagaio moleiro também é conhecido com diversos outros nomes, são eles: juru, jeru, juruaçu, ajuruaçu, ajuruiçu e juru-açu. Tantas nomenclaturas, não é mesmo? Todas elas estão se referindo ao mesmo tipo de papagaio, que aqui chamaremos de papagaio moleiro.

No Brasil, o papagaio moleiro se destaca entre os demais, pois é o maior deles. Aliás, a espécie na qual faz parte tem como característica justamente o fato de ser de grande porte.

O papagaio moleiro que faz parte da família dos psitacídeos não é só o maior do Brasil, mas fica entre os maiores do mundo. O seu tamanho, altura, pode variar entre 34 como mínimo e chegar até 40 centímetros. Falando de peso, ele pode chegar quase a quilo, em geral, pesando entre 600 a 800 gramas.

O papagaio moleiro tem um ciclo de vida bem logo. Pode viver 30 anos.

Características do Papagaio Moleiro

Toda espécie de animal possui características peculiares e que servem para determinar qual o tipo. No caso do papagaio moleiro ele tem como cor predominante o verde. Outro detalhe que o diferencia dos demais é o fato de ter uma cauda considerada “relativamente longa” para um papagaio. Porém, a sua principal característica mesmo é um pó branco que recobre a sua plumagem. Essa segunda cor tem a sua maior concentração a parte posterior do pescoço. Aliás, é dessa característica que foi retirado o nome científico do animal.

O bico e o anel perioftálmico se apresentam na cor branca e possui uma pequena vértice que tem algumas pequenas manchas de vermelho, amarelo e azul. Não é possível usando somente as características identificar se um papagaio moleiro é macho ou fêmea. O que cientificamente é chamado de dimorfismo sexual.

Sobre Habitat, Distribuição Geográfica e Alimentação dos Papagaios Moleiros

O papagaio moleiro gosta mesmo é de ficar em matas densas e altas, aliás, ele gosto de extensos territórios.

Sobre a sua distribuição geográfica, no Brasil, ele pode ser encontrado no leste de Minas Gerais e em São Paulo, na região sudeste, na Bahia e no Maranhão e no leste do Pará e ainda no Mato Grosso. Fora do nosso país, o papagaio moleiro só pode ser visto do território que vai do México à Bolívia.

A alimentação do papagaio moleiro é simples: grãos, sementes e frutos. Nada além disso.

Mais Informações Sobre o Papagaio Moleiro

Como foi dito anteriormente, falar do papagaio moleiro é falar do maior animal dessa espécie que pode ser visto no Brasil. Porém, para os estudiosos, pelo seu tamanho, podendo chegar a 38 centímetros, o peso máximo poderia ultrapassar um quilo, sendo considerado pouco, entre 700 e 800 gramas.

Alguns papagaios apesar do verde que predomina na sua plumagem ainda possuem algumas outras cores, como vermelho, azul e amarela, principalmente, localizadas na parte de dentro das asas. O papagaio moleiro costuma ter na região dos olhos uma ela branca e o bico é sempre bicolor, a mistura de base branca e ponta cinza bem escuro.

Com a região geográfica que pode ser encontrada, quando falamos do México à Bolívia, vale ressaltar que nesses lugares ele fica especificamente nas florestas tropicais e úmidas. O lugar que pode ser mais visto no Brasil também é na floresta, a Amazônica.

O papagaio moleiro possui hábitos gregários e diurnos, está sempre em grupos numerosos e quando precisam sair em busca de alimento fazem isso juntos. Dá dieta que falamos que é a sua, o que ele mais gosta é dos frutos das palmeiras e graças ao seu bico e um terceiro pé consegue subir nas árvores.

O ninho do papagaio moleiro é justamente construído dentro de ocos de árvores, mas a sua segunda opção são paredões rochosos. Sobre a quantidade de ovos, a fêmea costuma colocar entre 2 a 4 e eles ficam durante 30 dias incubados por ela e cabe ao papagaio moleiro macho ficar por perto para garantir a segurança. Além disso, ele tem que levar alimentos para a fêmea e depois para os filhotes, quando nascem.

A relação entre papagaio moleiro macho e fêmea é monogâmica e quando se forma um casal eles ficam juntos durante toda a vida.

A espécie de papagaio moleiro está ameaçada de extinção somente em algumas regiões, onde estão perdendo o espaço e também são ameaçados por causa do tráfico de animais silvestres. Mas, globalmente, não é uma espécie, que pelo menos por enquanto, está ameaçada.

Sobre Ter Animais Silvestres em Casa

São chamados de animais silvestres todos aqueles que vivem junto à natureza, não importa em que parte do país, e dela tiram o que precisam para viver sem depender do homem. Sendo assim, não é natural domesticar um animal silvestre, passando dessa forma a ser considerado maus-tratos.

Além de ocasionar malefícios para os animais silvestres o fato da sua retirada do seu habitat, esses se agravarão pelo convívio dele com o ser humano. Eles não estão preparados para conviver com os hábitos da “sociedade”.

O IBAMA alerta que o fato de domesticar um animal silvestre não nos dá a garantia de que ele agirá dessa forma para sempre. É comum e normal que um animal domesticado, em um determinado momento se revolte e podendo assim causar até mesmo um acidente grave, sem falar nas zoonoses que eles podem acabar transmitindo.

Quando o Animal Silvestre Já Nasce em Cativeiro

Para começar se você tem diante dos seus olhos um animal silvestre que nasceu em cativeiro é porque alguma coisa antes dele nascer foi feita errada. Se ele nasceu no cativeiro significa que os seus pais foram retirados da floresta, isto é, do seu habitat natural.

O que na prática e no nosso país significa um crime, incentivar o nascimento de animais em cativeiro com o objetivo de venda, nada mais é do que o tráfico sendo feito de uma outra forma.

O IBAMA alerta que se você compra ou tem em casa, pois ganhou de presente, um animal silvestre, seja uma ave, um macaco ou qualquer outro, significa que você está agindo contra a lei. E mais, imagine colocar um ser humano, dentro de uma cela para a vida inteira, exatamente isso que está sendo feito com o animal.

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Categoria(s) do artigo:
Aves

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