Animais em Extinção no Cerrado

O cerrado é o segundo maior bioma existente no Brasil, ocupando cerca de 20% do território nacional, e abriga grande variação de fauna e flora – é o terceiro bioma que mais tem espécies – sendo muito importante para a preservação da biodiversidade. Mas ele está cada vez mais ameaçado pelo crescimento urbano, pelo desmatamento e pelas grandes monoculturas que foram empurradas para o centro do Brasil, transformando a grande riqueza natural em plantações de soja, arroz ou até mesmo grandes pastos para criação de gado.

Lobo

Cerca de 1300 espécies de animais vertebrados vivem no cerrado. Sessenta estão ameaçadas de extinção: 15 das 180 espécies de répteis, 20 das 161 espécies de mamíferos, 3 das 150 espécies de anfíbios e 22 das 837 espécies de aves.

Entre as espécies ameaçadas temos o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, a anta, o tatu-bola, o cervo, a onça pintada, a ariranha, a lontra… Algumas espécies são bem conhecidas da população em geral, como o tatu-bola e o tamanduá-bandeira, mas hoje em dia são praticamente desconhecidas dos mais jovens.

O Brasil abriga quase todos os lobos-guará ainda existentes no mundo; o tamanduá-bandeira atinge cerca de 1,80m incluindo a cauda e chega a pesar 40kg; a anta é o maior mamífero da América do Sul, chegando a pesar 300kg e a fêmea tem um filhote de cada vez, com uma gestação que pode durar de 335 a 439 dias; o tatu-bola é endêmico do Brasil e está muito ameaçado de extinção pois é fácil de ser pego quando se enrola buscando defesa e é caçado até mesmo em áreas de preservação; a onça pintada é o terceiro maior felino, vive até 20 anos em cativeiro mas cerca de apenas 10 anos quando selvagens; apenas a fêmea dominante de um grupo de ariranhas se reproduz, com uma gestação que dura cerca de 70 dias e pode ter até cinco filhotes por vez; a lontra é caçada para o uso comercial de sua pele.

Tamandua

Isso tudo, é claro, sem falar nos animais invertebrados e nos peixes, cujas estatísticas ainda são desconhecidas. Boa parte das espécies listadas como espécies que correm o risco de serem extintas se tornam objeto de estudo acadêmico e de pesquisa científica para uma tentativa maior de preservação.

O cerrado ainda possui uma grande quantidade de flora e fauna endêmicas, ou seja, diversas espécies que não são encontradas em nenhum outro bioma.

Com a ameaça que o bioma sofre essas espécies correm um risco maior de serem extintas do que as espécies que também são encontradas em outros biomas.

Anta

Essas espécies endêmicas são consideradas um indicativo da preservação e da qualidade do seu meio ambiente. Mas enquanto o homem não fizer a sua parte essas espécies podem acabar simplesmente sumindo do mundo.

Luana Mercurio

5 comentários

  1. valeu ajudou demais essas fotos obrigada

  2. olha vou pedir para os meus amigos entrarem aqui tambem oq

  3. gosto

  4. adorei esse site,e muito legal

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