Tecnologia na Vida Selvagem

Atualmente, a tecnologia nos proporciona muitas vantagens e facilidades em quase todas as nossas atividades diárias. Com relação à monitorização de animais, contagem de indivíduos de determinadas espécies e, inclusive a captura de imagens e de situações comportamentais, a tecnologia avança cada vez mais para auxiliar e facilitar essas atividades. Com o advento e a atual facilidade de acesso aos drones, por exemplo, muitos animais podem ser monitorados de uma maneira muito mais eficiente e fácil.

Isso é muito bom, uma vez que facilita principalmente a monitorização de quantidade de indivíduos de cada espécie e o seu comportamento, de modo que ele não seja influenciado pela presença de um observador, visto que com a tecnologia, além do uso de drones que tenham pouco ruído ao sobrevoarem as regiões em que esses animais estão, há ainda a possibilidade de utilizar equipamentos que permaneçam instalados em algum ponto específico e camuflado e que podem manter a monitorização desses animais pelo tempo desejado sem serem “descobertos” por eles.

Outro ponto que se configura como um avanço do uso da tecnologia para a monitorização principalmente de animais selvagens é o fato de que esse serviço está cada vez mais fundamental, uma vez que muitos animais estão cada vez mais ameaçados de extinção. A cada década a populações de animais, de uma maneira geral, diminuem cada vez mais. Sendo assim, talvez, se houver um maior controle ou até mesmo uma estimativa quantitativa dos danos que nós seres humanos estamos provocando com relação às populações de animais selvagens, poderemos criar estratégias de preservação e fiscalização de caça ilegal, por exemplo, mais eficientes.

Zebra na Moto (Tecnologia na Vida Selvagem)

Zebra na Moto (Tecnologia na Vida Selvagem)

Uma organização que pensa dessa maneira é a chamada “Drones de Conservação”, cujo principal objetivo é a criação e o uso de drones em prol da manutenção da biodiversidade das espécies. Ela funciona nos seguintes países: Groelândia, Chile, Malásia e também na Ilha de Madagascar. Essa organização aproveitou da emergência desse tipo de tecnologia e da diminuição de seus custos, que ocorreu alguns anos após o seu surgimento, para fazer uso dela em prol da preservação das espécies, principalmente do orangotango, que foi a espécie de animal que mais chamou a atenção de alguns dos ativistas na época.

Sendo assim, os ecologistas e ativistas se uniram e começaram a utilizar equipamentos voadores para tirar fotos e monitorar algumas famílias de orangotangos das florestas tropicais. Além disso, o uso desse dispositivo facilitava também o encontro desses animais, uma vez que o custo de realizar a procura deles por terra é muito maior. A primeira experiência utilizando essa ideia ocorreu no ano de 2012, na Indonésia, na Ilha de Sumatra. Após isso, os pesquisadores ecologistas viram o quão útil seria o emprego dessa tecnologia na grande maioria de seus trabalhos, pois era a primeira vez que eles conseguiram obter um panorama aéreo de seus locais de trabalho.

Sendo assim, após o sucesso dessa primeira tentativa de casar o uso da tecnologia com a preservação de animais selvagens foi criada a ConservationDrones.org, que é um site criado por esses pesquisadores ecologistas, onde são compartilhados alguns de seus trabalhos realizados, bem como o relato de algumas descobertas que só foram possíveis de serem feitas a partir da utilização dos drones nas pesquisas de campo. Já no ano seguinte, em 2013, essa organização foi, de fato, reconhecida como uma Organização sem Fins Lucrativos e como uma organização que se disponibilizava a realizar atividades tecnológicas voltadas para a preservação dos animais selvagens e para a manutenção da biodiversidade do Planeta Terra.


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