Como Criar Um Porquinho Da Índia

Tem gente que confunde animal de estimação com decoração de casa. Acha bonitinho desde que ele não emita sons a qualquer momento que quiser,  se movimente livremente, tenha necessidades fisiológicas e nem precise de banho, alimentação e acompanhamento veterinário, tão pouco reproduza.

Mas pra frustração de muita gente, os bichanos domésticos precisam sim de atenção e cuidados, e não só quando você estiver disposto, afinal eles não são bibelôs de estante, ou brinquedos. São seres viventes e assim como nós precisam ser entendidos e terem suas necessidades respeitadas.

Acontece que mesmo sabendo disso os donos de animais de estimação mal cumprem suas obrigações e cuidados para com os gatos e cachorros que são super populares, mantendo-os sob maus tratos, imagine como dizem criar os mais exóticos como os pássaros, peixes e roedores, que mal sabem se defender.

Por falar nesse ultimo grupo de animais, é incrível como tem crescido a preferência para domesticá-los. Os coelhos, hamters, esquilos, camundongos e porquinhos da índia fazem parte do grupo animais que tem sido tendência em pet shops, feiras e residências. Talvez por que diferente dos mais comuns (Cachorro e Gato) eles são menores, criados em cativeiro, e não latem nem miam.

Os porquinhos da índia são dentro os roedores citados, o menos popular, talvez por que se saiba pouco sobre como criá-lo. Por isso preparamos notas exclusivas sobre esse animal e como criar ele que é tão tímido, mas tão dócil.

Também conhecido como preá, o porquinho da índia é um animal tímido, bonito e domesticável natural  da America do Sul, e é importante lembrar que  eles são  animais de clima quente e seco por isso sua fisiologia animal esta super adaptada ao nosso clima tropical.

Eles têm instintos apurados, e como a maioria deles são  de origem selvagens (Exceto os que nascem em cativeiro) a presença humana ou qualquer sinal que diferente do comum para eles é sinal de ameaça.

Aos que desejam adotar um porquinho da índia, o sugerido é criá-lo em jardim, quintal, tanque ou área em que o seu espaço disponível possa ser suficiente para movimentar-se livremente e compensar sua retirada do meio natural a qual pertence.

Em casos extremos sugere-se uma gaiola ampla de no mínimo 80 cm X 80 cm disponível a cada preá que deseja acomodar. Ela deverá ser necessariamente gaiola de chão, porem não tendo contado direto com ele.

É natural desse animal, gostar de esconder-se por questões de defesa ou clima, então ao criá-lo em gaiola é bom que você saiba que está expondo seu animal a perigos que ele não poderá se defender, por isso atenção redobrada, certificando-se de que a gaiola não corre riscos de cair e nem de sofrer ataques de outros animais que por ventura desejem incomodar o preá. É claro que a gaiola também não deve ficar com contato direto com o sol, tão pouco com a chuva e correntes de ar.

Em caso de criá-lo longe das grades de uma gaiola, as preocupações são outras, e se refere especialmente a existência de outros animais domésticos que possam incomodar o preá que em sua timidez certamente o Maximo que fará para se defender é correr, procurar esconderijo e gritar.

Embora eles não estejam na lista dos animais domésticos mais curiosos atente também para questões como objetos que possam cair sobre ele, cortá-lo ou ainda envenená-lo.

Apesar de parecerem preguiçosos eles precisam de exercício diário, por isso  deixe-o movimentar-se livremente , e quando criá-lo em gaiolas solte-o diariamente em algum lugar onde ele possa caminhar e não o pressione inclusive quando for hora de voltar para a gaiola, se você confiar e for paciente eles são capazes de voltar para a gaiola para descansar, dormir, ou apenas por costume.

Ao que se refere ao local onde eles passam a maior parte do tempo, inclusive fazendo necessidades fisiológicas é recomendável forrar freqüentemente com pequenas quantidades de feno ou raspas de madeira (pinho), pois esses absorvem a urina do animal, porém há quem defenda que o uso da raspa de madeira qualquer proporcione doenças respiratórias.

Mesmo surgindo outras opções de forragem o importante é atentar para a higiene do local onde o animal vive. E para não limpar todos os dias, é preciso ter sensibilidade suficiente para limpar sempre que perceber necessidade, evitando dessa forma doenças, comuns que surgem a partir de bactérias do tipo sarna, e outras mais. Limpando com esta freqüência interrompe o ciclo de vida destes organismos, não os deixando desenvolver-se e conseqüentemente afetar os nossos bichinhos.

Eles se alimentam de ração (a mesma de coelho) ou de folhagens, frutas, legumes, cascas, etc., apesar de não haver uma regra é importante que essa alimentação seja variada e fresca. Para acomodar a alimentação e a água escolha pratos, vasilhas, comedouros ou bebedouros de cerâmica e com rasos, evitando dessa forma que eles façam grandes esforços para se alcançar a alimentação ofertada. E assim como os nossos pratos e copos em que costumamos comer, os comedouros e bebedouros dos porquinhos devem ser lavados e se possível e desinfetados, porém quinzenalmente.

Para não contribuir para a obesidade do seu animal crie e respeite uma rotina alimentar. Você pode ainda presenteá-lo com uma Casinha, Brinquedos para roer , Túneis, Esconderijos e bolas de feno, objetos facilmente encontrados em lojas de animais, e que podem compensar um pouco as mudanças da vida do seu bichano;

Agora que você já sabe um pouco sobre os porquinhos, esqueça o preconceito ligado aos “porcos” e trate o seu roedor, com muito amor. Lembre-se de procurar saber mais sobre os seus hábitos, acasalamento e vida e não ignore o fato de levá-lo ao veterinário sempre que possível, afinal dependerá de você a qualidade de vida do seu animal!

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Categoria(s) do artigo:
Roedores

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Comentários

  • eu tenho dois porquinhos da india a mãe eo filhote eu de a mae para o meu amigo e o filho não quer comer e nem beber mais nada o que eu faço ?

    Anna clara 28 de setembro de 2013 11:30
  • e foi muito legal como voce explicou

    Anna clara 28 de setembro de 2013 11:30

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