Mono-Carvoeiro

O mono-carvoeiro, também conhecido popularmente como muriqui do sul é um primata que tem o nome cientifico de Brachyteles arachnoides, gravemente ameaçado de extinção e encontrado somente no bioma da Mata Atlântica. O seu nome já fala de uma de suas principais características: “muriqui” é uma palavra de origem tupi e que significa “gente tranquila”.

Primata

Características do Mono-Carvoeiro

O mono-carvoeiro ou muriqui é o maior dos primatas que existem no continente americano, sendo uma espécie endêmica da Mata Atlântica, ou seja, só vive e é encontrado nessa região e em nenhuma outra no mundo. É um animal grande, mas extremamente dócil, com pêlo macio, longo e de cor clara, que contrasta com a face muito escura, de cor negra e com contorno branco. Tem uma cauda preênsil que pode medir até 1 metro, pernas e braços finos e também bastante longos, que permitem que ele fique pendurado nas arvores se balançando preso somente pela cauda ou pelos membros durante bastante tempo. Quando chega a vida adulta pode pesar até 15 quilos e medir um metro e meio de altura além da cauda. Tem hábitos diurnos, apesar de dormir durante várias horas do dia na copa das arvores. Sua alimentação é basicamente de flores, frutas e de folhas e eles vivem sempre em pequenos grupos de 12 até 20 animais no topo das florestas, o que torna difícil que sejam avistados. Apesar do seu tamanho o mono-carvoeiro é extremamente ágil, e eles chegam a dar saltos de até 10 metros entre as árvores no alto da mata, se deslocando rapidamente pelas florestas em busca de alimentos. As fêmeas do muriqui reproduz a cada 3 anos, com uma gestação de 7 meses e gera somente um filhote de cada vez.

Docil

Preservação e Extinção

O mono-carvoeiro encontra-se gravemente ameaçado de extinção, sendo classificado como alto risco pela USDI e IUCN. São três os principais fatores que ameaçam a sobrevivencia da espécie: a fragmentação do seu habitat natural, com a destruição das florestas, a caça indiscriminada do animal para comerialização ilegal e a baixa taxa de reprodução da espécie. Originalmente o macaco era encontrado desde o Sul da Bahia até o estado de São Paulo, incluindo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santo e Paraná. Atualmente com a fragmentação das florestas as populações estão isoladas e em pequeno número, o que poderá trazer problemas de consanguinidade. Os principais trabalhos de pesquisa e preservação estão sendo desenvolvidos pela Associação pró-Muriqui em São Paulo e pela família Abdala em Belo Horizonte, onde na Reserva Particular do Patrimonio Natural – RPPN Feliciano Miguel Abdala desde 1971 trabalha pela preservação da espécie, e hoje existem cerca de 150 animais soltos na fazenda, a maior concentração conhecida dos primatas mais raros do planeta.

Extinção

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Categoria(s) do artigo:
Primatas

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Comentários

  • Hahahahahaha’ lady gaga aLoka

    luisa 16 de agosto de 2010 10:57
  • haha vlw muahahahha

    joao 18 de novembro de 2011 7:35
  • mono cavoeiro lindo

    yasmin namie 4 de junho de 2013 15:54

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