Orca

Orcinus orca esse é o nome científico para esse mamífero que conhecemos somente como orca, que para quem não sabe faz parte da família dos golfinhos. Mas, podemos considerá-la superpoderosa porque é bem versátil na hora de pegar as suas presas. Falando nisso, em dieta de orca, pelo seu tamanho e sua versatilidade, o seu cardápio também é bem variado, ela pode comer: tartarugas, aves, peixes, moluscos, focas, tubarões e até mesmo baleias, quando a orca sai para caçar em grupo.

Com essa facilidade em escolher o cardápio e a possibilidade de pegar até mesmo grandes presas, a orca ganhou o apelido de “baleia assassina”, apesar de o seu parentesco ser com os golfinhos.

Outra curiosidade da orca é que ela é encontrada em todos os oceanos, fazendo com que ela seja o segundo mamífero que está espalhado em uma grande área geográfica. Isto é, ela vem depois do homem nessa lista. Porém, em tamanho, ela é disparada na frente, uma orca pode chegar a pesar 9 toneladas.

A Vida “Social” da Orca

A vida “social” da orca não é tão simples. O seu contato com demais animais da mesma família é feito através da “manutenção” dos grupos, que são grandes. Para se comunicar as orcas fazem sons e para se encontrarem elas viajam muito. Não é raro vê-las mais próximas da superfície.

Quem descreveu pela primeira vez esse mamífero foi Plínio e ele descrevia a orca como um “monstro marítimo feroz”. Já o nome orca para esse animal veio dos antigos romanos, “orcus”, cujo significado é Deus da Morte ou inferno. Já no gênero biológico é chamada de “orcinus”, também associada à morte.

Somente na década de 1960 é que esse mamífero passou a ser chamado somente de orca e a baleia assassina ficou de lado. Isso foi possível, quando animal passou a ser usado em oceanários, o que a fez perder a fama de mau. Nestas circunstâncias, as pessoas se viam de frente para um animal bem diferente do que aquela temida baleia assassina.

Sobre a Espécie e Sua Descrição

A orca é oficialmente o único animal que faz parte do gênero Orcinus e a sua descrição foi feita pela primeira vez em 1758, no trabalhdo de Lineu intitulado Systema Naturae. Ficando assim, entre uma das 35 espécies da família dos golfinhos.

O fato de ser um animal sozinho em uma espécie ocorre também com o gênero Physeter, que tem o cachalote. No caso do Orcinus não existe um parente próximo, mesmo assim estamos falando de uma população bem significativa.

Segundo estudos, a orca pode ser um animal cujo passado é anagenético, em relação a sua evolução. O que significa que não pode ser verificado nenhuma ramificação da genética. Considerando essa afirmação, ela seria uma das espécies mais antigas de golfinhos. Porém, não são estudos comprovados e se questiona o fato de ser um animal que teria que ser mais antigo que a família, o que parece bem improvável. A família tem milhões de anos atrás.

As orcas, porém, apesar de se saber pouco ou não conseguir ligá-las para antes da sua existência, na atual, existem pelo menos cinco tipos. Elas são tão diferentes uma das outras, que podem ser divididas em raças ou subespécies. Os três primeiros tipos que foram identificados foram vistos entre os anos de 1970 e 1980, nos Estados Unidos e no Canadá. Veja!

1- Orcas Residentes

São as que mais fáceis podem ser avistadas nas águas costeiras do oceano Pacífico. Essas orcas se alimentam de lula e peixe e podem ser vistas sempre em grupos coesos e complexos, que fazem parte da sua família.

As orcas residentes mantêm o laço familiar por toda vida e por isso acabam, em muitos casos, vivendo em grandes grupos. Em alguns casos, pode ser que a fêmea fique menos tempo com as mãe. Quando elas vão tendo a própria cria, podem criar novos grupos. Porém, os machos passam toda a vida com as mães e só as deixam em um breve período para o acasalamento fora do seu grupo materno, porém, passado esse período, eles retornam.

Uma das principais características de uma orca fêmea residente é a barbatana dorsal arredondada. Ela termina em um canto agudo. As orcas residentes costumam ir sempre para a mesma área, entre Washington e Colúmbia Britânica foi nomeado um número superior a 300 orcas ao longo dos últimos 30 anos.

2- Orcas Temporárias

As orcas temporárias gostam de se alimentar de mamíferos marinhos e não comem peixes. Elas costumam viajar em grupos pequenos pelo sul do Alasca. No máximo 6 orcas e às vezes, bem menos, somente duas viajam juntas.

Uma das características que as tornam bem diferente das orcas residentes é o fato de elas não estarem sempre com a família. O grupo é menor, assim como a permanência no núcleo familiar.

Podemos observar que as orcas temporárias são dotadas de barbatanas dorsais que forma uma espécie de triângulo pontiagudo. Em torno da barbatana dorsal se observar uma parte cinza com branco, que nas residentes costuma ser preta.

É possível observar as orcas temporárias no sul do Alasca, na Califórnia e ao longo da costa. Na Califórnia elas costumam se juntar para caçar baleias cinzentas, de preferência os seus filhotes e os elefantes marinhos do norte.

3- Offshore – População em alto mar

Só em 1988 é que foi descoberta essa tipologia de orca. Quem as descobriu foi Jim Darling, que as viu passando em mar aberto. Elas costumam fazer a longa viagem em busca de comida, que para elas, o que interessa são cardumes.

Se observa que as orcas desse tipo possuem barbatanas dorsais danificadas e cicatrizadas, o que faz com que os pesquisadores acreditem que elas comam também tubarões e outros mamíferos maiores.

Desde da sua descoberta, elas estão sendo vistas em maior número na Ilha Vancouver, na costa ocidental, nas proximidades das Ilhas da Rainha Carlota. O maior grupo já avistado desse tipo de orca tinha 60 animais, porém, ainda não se sabe muito sobre o seu comportamento.

A orca é também chamada de baleia-assassina e é um grande predador dos mares, alimentando-se de peixes, tartarugas, aves, morsas e até mesmo outras baleias. Esses animais são encontrados em todos os oceanos do mundo.

A orca pode pesar até 9 toneladas e vivem em comunidades. Elas podem ser comunicar através de sons. As orcas possuem a parte superior na cor preta e a parte inferior na cor branca, sendo bastante fácil distingui-las.

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