Boto-Cor-de-Rosa: Um Animal Que Mexe Com a Imaginação Das Pessoas

Símbolo e expressão maior em nosso país da luta contra a extinção de espécies. Este belo e singelo mamífero aquático, que vive na região amazônica, tornou-se uma celebridade e notoriedade na década de 80, quando denúncias tomaram a mídia de “assalto” e viraram “Best-seller” em notícias devido à preocupação dos ambientalistas com relação à perpetuação da espécie.

Vale Saber

Vale lembrar que tal acontecimento tomou proporções que fugiram e superaram nossas fronteiras, fazendo com que ambientalistas do mundo inteiro entrassem na batalha para manter a espécie viva, e ajudar na reprodução tanto na natureza quanto em cativeiro desta espécie, símbolo da luta pela vida no meio ambiente.

A Preservação

Fizeram músicas, escreveram editoriais, painéis, foram criadas comissões políticas e apolíticas, ONGs, partiram em defesa e na luta para que este lindo e cativante animal não se extinguisse na natureza. Campanhas publicitárias envolvendo o nome e a causa popularizou e dominou as apresentações televisivas e radiofônicas na época, e graças ao empenho de muitos e a interferência e ação de outros tantos, esta espécie não mais participa da lista das espécies que correm risco de extinção.

Mas este boto, não tem a ver apenas com a realidade, sobretudo tem uma perpetualização através do imaginário e folclore nacional, principalmente voltado para as crianças.

A Lenda

Reza a lenda que este boto, nas comunidades ribeirinhas amazônicas, em época de festas juninas, tem a capacidade de se transformar em homem, e sair da água à procura da civilização.

Este homem é repleto de beleza e encanta as meninas/mulheres que o veem, e uma vez encantadas com sua beleza e seduzidas pelo seu esplendor, saem do meio da multidão em direção ao rio.

Lá praticam atos de amor, que acabam com o engravidamento da parceira; logo após o boto a abandona em direção ao rio, tomando sua forma inicial, primitiva e volta a povoar os rios amazônicos.

Uma vez engravidada, a menina/mulher volta para sua aldeia ou casa, e lá gera e dá a luz posterior ao seu filho, fruto de uma atividade de relação com um boto encantado em forma de homem.

A Caça Por Causa Da Lenda

Muitas pessoas, para defender-se “desta maldição” acabam caçando e matando, desta forma justificando o predatorismo, e, então acabam se alimentando com a carne deste mamífero aquático, e acreditam estar evitando assim o encantamento. Outras afirmam que quem desta carne comer se acomete de doenças mentais irreversíveis.

Sabe-se também que esta lenda foi criada para justificar o engravidamento precoce fora do casamento. Por vivermos em uma sociedade que detém e gera muitos padrões de comportamento, e que agir fora deles é motivo de repulsa e “crucificação” criou-se esta lenda com o intuito de justificar aos outros o acontecimento real dos fatos.

A Lenda Na Luta Contra a Extinção

Não importa qual seja a razão, o que sabemos é que uma espécie tão bela serviu de cenário e início de uma luta contra a extinção de várias espécies de animais que viviam em constante ameaça pelo homem, de forma predatória, para exterminá-los. Estas atividades que viviam a destruir espécies foram denunciadas, muitas ONGs e outras formas de proteção animal e ambiental, foram tomando corpo. 

A Atividade Predatória

A atividade predatória que outrora determinava e dominava as atividades ilegais em nosso país de forma oculta, começou a vir à tona. Crianças, mulheres, homens, enfim a união de forças exigiu e passou a pressionar a atividade predatória que outrora imperava e de forma cruel agia sem o nosso conhecimento.

Símbolos, lendas realidades, povoam nossas mentes e imaginários. Atitudes, atividades e ações fazem do homem um ser superior e que pode e deve mudar o curso das coisas, sem destruir nem influir na natureza. Viver em função de fatos e objetivos nobres perpetua nossa vida e deixa um legado de grandeza e sabedoria.

Dicas Interessantes

Saber dosar a tecnologia moderna à necessidade humana com o meio ambiente, é o que vem norteando e criando uma série de confrontos e nos leva a uma rota de choque, pois onde está escrito que nossa espécie é mais importante e forte que as outras? Nossa racionalidade irracional devora tudo ao nosso redor, e ao invés de tirarmos proveito e riqueza das coisas, acabamos destruindo e sentindo falta depois.

Agir com temperança, respeito e racionalmente pode nos valer grande conhecimento e crescimento, e neste convívio harmonioso, podemos inclusive perpetuar nossas atividades mais nobres que é a nossa capacidade de gerir, além de nossa superioridade intelectual.

Reflexões Que Valem a Pena

Não teríamos que criar ONGs destinadas à sobrevivência de outras espécies, se entendêssemos a razão e a realidade de nossa própria existência. O equilíbrio entre homem, animal e natureza é por assim dizer o fator predominante para uma coexistência e equilíbrio de tudo que nos cerca.

Quando nos unimos em busca da preservação animal do boto, fizemos o que se espera do homem, a capacidade intelectual superior de respeitar e conviver com o desconhecido, respeitando regras e limites. Condenando atitudes predatórias e porque não dizer vexatórias de atitudes desumanas de manifestar a superioridade de força e esperteza.

A Caça Consciente e Necessária

Caçar para a sobrevivência é necessário às vezes e aceitável, mas fazer tal atividade com o intuito único de ganhar e acumular riquezas, satisfazer gostos e desejos incompreensíveis, não é a melhor forma de comunicação entre os seres.

Divulgar e demonstrar aos outros, conquistas de forma a destruição do meio em sua volta é a melhor forma de mostrar o lado primitivo e beligerante que insiste em sobreviver dentro de cada um de nós, uns com maior controle e outros totalmente dominados por este instinto selvagem e antecessor à nossa geração e evolução.

Se soubéssemos viver em sociedade, respeitando o erro alheio, garantindo a todos o perdão, disseminando a paz e o amor ao próximo e ao semelhante, além de tudo o que mais incorpora nossa vida, não precisaríamos criar lendas, nem contos, saberíamos respeitar o semelhante e o meio ambiente, e não precisaríamos nos envergonhar de nós mesmos por sermos tão arrogantes e insensatos com relação a certas atividades de determinadas pessoas e elementos.

Só deixaremos um legado aos nossos filhos se soubermos agir com sabedoria e respeito ao meio ambiente, sem desprezar nem impedir o progresso sustentável das coisas.

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Categoria(s) do artigo:
Mamíferos

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Comentários

  • muito bonitos esses golfinhos

    leli 12 de agosto de 2013 18:49

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