Moa: Família Dinornithidae

As Moas eram aves pré-históricas não voadoras que habitavam a região da atual Nova Zelândia. Sim, você não leu errado, elas eram aves porque são animais considerados extintos (não existem mais na face da terra) desde o século XVI.

O Histórico Da Moa

As Moas surgiram no período cretáceo que ocorreu no planeta terra por volta de 145 (cento e quarenta e cinco) e 65 (sessenta e cinco) milhões de anos atrás.

De acordo com os especialistas e estudiosos as Moas começaram a viver no planeta Terra por volta de 90 milhões de anos atrás, e possuem como “parentes” distantes – por possuírem a mesma origem – ainda vivos os seguintes animais:

  • Os Tinamous (América do Sul) – aves que apresentam uma aparência galinácea, que vivem no solo, não voam e são consideradas aves tímidas. Essa espécie de ave e os seus ovos são bastante procurados por caçadores com o intuito de alimentação;
  • Os Kiwis (Nova Zelândia) – aves nativas da Nova Zelândia, onde são uma espécie de símbolo nacional. Elas são aves que não voam e possuem o tamanho aproximado de uma galinha domestica. Se caracterizam por terem um ovo muito grande quando comparados ao tamanho do seu corpo. Hoje em dia possuem grandes áreas de preservação para essas aves no seu local endêmico, e a maior ameaça a sua sobrevivência são os mamíferos predadores que se alimentam desta ave;
  • Os Cassowaries (Nova Guiné) – são aves grandes do gênero Casuarius que habitam as florestas tropicais da Nova Guiné. É considerado a terceira maior ave existente na atualidade, sendo menor apenas que o avestruz e a ema. São animais que se alimentam de frutos e sai onívoros. São animais muito tímidos, contudo quando provocados e acuados são capazes de ferir seres humanos e cães;
  • Emas (Austrália) – animal nativo da Austrália, chega a alcançar uma altura de 2,0 (dois) metros e um peso de 35 (trinta e cinco) quilos. Se caracterizam por serem uma das maiores aves do mundo;

Muitos dessas aves que não voam, como a própria Moa, conseguiram se desenvolver na Nova Zelândia e em outras ilhas da Oceania, pois esses locais não eram habitados por animais mamíferos, que são predadores naturais dessas aves terrestres.

A Familia De Animais Dinornithidae

As Moas eram animais oriundos da família Dinornithidae. Essa família de animais, os dinornítidos, era composta por aves paleognatas que tinha como uma de suas principais características o fato de não voarem.

Os dinornitidos possuíam aves de todos os tamanhos, desde pequenas (tamanho de um galo) a grandes (Moa), e eram compostas por 10 (dez) espécies diferentes:

  • Subfamília: Megalapteryginae – Gênero: Megalapteryx – Espécie: Megalapteryx didinus;
  • Subfamília: Anomalopteryginae – Gênero: Anomalopteryx – Espécie: Anomalopteryx didiformis;
  • Subfamília: Anomalopteryginae – Gênero: Euryapteryx – Espécie: Eurypteryx curtus e Eurypteryx geranoides;
  • Subfamília: Anomalopteryginae – Gênero: Emeus – Espécie: Emeus crassus;
  • Subfamília: Anomalopteryginae – Gênero: Pachyornis – Espécie: Pachyornis australis, Pachyornis elephantopus e Pachyornis mappini;
  • Subfamília: Dinornithinae – Gênero: Dinornis – Espécie: Dinornis novaezealandiae e Dinornis robustus;

As Características Da Moa

A Moa é considerada como uma das maiores aves que foram encontradas até os dias de hoje no planeta Terra, elas chegavam a atingir uma altura de 3,0 (três) metros e um peso de 250 (duzentos e cinquenta) quilos.

Entre as características físicas da Moa estavam o fato dela possuir um corpo bastante forte, que ficava apoiado por pernas muito grossas e pés relativamente grandes. A Moa também tinha um pescoço longo, uma cabeça pequena, um bico largo e reto, narinas que eram bem crescidas e possuíam asas, que eram atrofiadas e sem ossos e muitas vezes também não possuíam nem as junções das asas.

De uma maneira geral, as Moas fêmeas eram maiores que as aves do gênero masculino. As fêmeas chegavam a ser uma vez e meia maiores e com um corpo mais forte do que os machos da espécie.

E normalmente, as fêmeas da Moa produziam dois ovos a cada ninhada. Os ovos da Moa se destacavam por serem bastante grandes possuindo 24 (vinte e quatro) centímetros de comprimento e 17 (dezessete) centímetros de largura.

A Moa eram aves com características alimentares herbívoras, e se alimentavam principalmente de folhas de plantas e de frutos.

A Moa era uma ave bastante sociável, e buscavam viver em pequenos grupos com o intuito de dominar o ecossistema do local que habitavam. Apesar desse domínio, as Moas muitas vezes eram atacadas pela águia de haast.

A Extinção Da Moa

No século XVI (Dezesseis), por volta do ano de 1.400, a Moa começou a desaparecer do seu habitat natural com a chegada do povo Maori aquela região onde se situa a atual Nova Zelândia, as aves e os seus ovos começaram a ser atacados e capturados de forma predatória, para serem usados como fontes alimentícias. A extinção da Moa está associada a chegada do homem na Nova Zelândia, pois até essa época o país não era habitado por seres humanos.

A prova de que a extinção da Moa foi causada pela ação humana é que foram encontrados juntos com os fosseis da espécie, ossos que foram quebrados pela ação de ferramentas humanas, animais que morreram carbonizados, ossos sendo usados para a fabricação de colares e anzóis que possuíam a marca de dentes humanos.

O povo Maori tinha a crença que o consumo da carne e das coxas da Moa, davam uma grande força aos guerreiros, e isso ajudou a aumentar a procura pelo consumo da carne da Moa, causando um consumo insustentável. A espécie foi alvo de uma ação predatória muito grande, fazendo com que essa ave tenha sido destruída em apenas 100 anos, onde foram mortos mais de 170 (cento e setenta) mil animais.

Devido a esse processo predatório, o habitat natural das aves começou a ser alterado de forma considerável. Alem disso, com a existência de erupções vulcânicas e doenças que foram trazidas por aves migratórias passaram a atacar as Moas que viviam naquela região, o que acabou acarretando na extinção do animal.

Alguns estudiosos acreditam que alguns pequenos grupos de Moa, chegaram a sobreviver até o final do século XVIII. No entanto não existe nenhuma evidência física e científica deste fato, o que existe são alguns relatos de alguns marinheiros que estavam sob o comando do marinheiro James Cook que afirmam ter visto os animais.

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Categoria(s) do artigo:
Aves

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