Rinhas de Ursos

No Paquistão na zona rural é comum a reunião de milhares de espectadores com o objetivo de assistirem as cruéis e sangrentas rinhas de ursos, onde o animal acorrentado e já sem as garras que lhe foram previamente arrancadas fica exposto ao ataque de ferozes cães Pit Bull Terrier. A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) há muito tempo vem se esforçando para terminar de uma vez por todas com este, que para muitas pessoas é considerado como um dos esportes mais sangrentos e selvagens que existe no mundo.

Rinhas

Organização das Competições

Essas competições apesar de muito brutais, são também produtoras de grandes lucros e são organizadas por poderosos chefões locais que para isso escolhem cães de sua propriedade para serem treinados sendo que a ferocidade destes cães faz com que o prestigio de seu dono aumente. Esses chefões pagam aos proprietários tradicionais de ursos, os kalanders como são chamados, para que tragam seus animais para competirem. A Lei Paquistanesa para animais Selvagens e Silvestres proíbe as rinhas de ursos que também desrespeitam os ensinamentos islâmicos uma vez que estes também proíbem rinhas de animais.

Proprietarios

Resgate dos Animais

A WSPA e uma ONG paquistanesa afiliada, o Centro de Pesquisa de Biodiversidade do Paquistão vem empreendendo um trabalho incansável com o objetivo de terminar com as rinhas de urso, esse esporte cruel onde um urso amarrado a um poste por meio de correntes, portanto indefeso, é colocado diante desses cães treinados e ferozes para que uma platéia enlouquecida assista quem terá maior resistência. A exitosa campanha pelo termino destas lutas resultou no resgate de tantos ursos que o santuário da WSPA que fica no Kund Park está lotado e um novo já foi criado, em Balkasar. Quando o trabalho de resgate foi iniciado deveria haver uns 300 ursos sendo usados para as rinhas, hoje as estimativas são de menos de 70 animais.

Animais

Um novo lar para esses Animais

Ao serem resgatados da vida de sofrimentos a que eram submetidos os ursos muitas vezes não mais se adaptam a uma nova vida em seu habitat natural, se mostram em muitos dos casos incapazes para retomarem suas vidas na natureza onde terão de passar por longo período de readaptação. Para esses ursos que não conseguem se desvencilhar do passado e seguir suas vidas fora do cativeiro é que são criados verdadeiros santuários onde podem contar com um seguro refugio até o fim de seus dias, vivendo um contato com a natureza, porém com segurança e o que é mais importante, com a proteção contra as crueldades do homem. Ursos que chegam a esses santuários apáticos e desorientados, aos poucos começam a voltar para a vida procurando por comida e se banhando em piscinas construídas especialmente para eles.

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